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Seus seios
Como são lindos seus seios!
trazem uma viagem na visão suave
onde os olhos insistem nos anseios,
no seu corpo viver utópico passeio.
seus seios parecem plumas de ave,
como ave de rapina me excito,
não deixo a garganta soltar o grito
que me fascina nessa ultra viagem.
sonho mergulhado nos teus mamilos,
pelas caldeiras, gerando, frio vapor
mexendo o néctar mucoso do amor.
seus seios acordam o tempo dormido,
levanta, sorrindo, o sexo esquecido.
seus lindos seios... o meu sexto sentido...
Zé Martins
Escrito por Zé Martins às 07h18
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... no pensamento
Quando fico só, vagueio vago
procurando partes minha no trago,
sou um mago místico e lírico
livre das barreiras, tecendo o perigo.
primata nas coisas do amor,
despetalável como o aroma da flor,
com o destino traçado no vento,
vereda encantada, sem vida sem dor.
os duendes cercam os espaços
procurando amparo noutros braços
vivendo leve, livre, sem cansaço
pela trilha perfumada da flor,
compartilhando fantasias vãs do amor.
quando só, me conformo na dor.
Zé Martins
Escrito por Zé Martins às 07h16
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Sonhos
Sonhando pelos becos românticos
procuram outros novos sinônimos
existentes pelos caminhos livres
conservados pelos sonhadores,
descobrindo o que ainda não existe,
continua pelas veredas cefálicas,
os sonhos que o tempo não consome
nem mata os desejos do homem.
viagens são instantâneas e longas
são sonhos reais individuais
compartilhando quiméricas utopias,
sonhos transformadores do ego,
removedores de esperanças solitárias,
transporte do futuro e do passado
Zé Martins
Escrito por Zé Martins às 07h14
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Procurando teu corpo
Eu quero te beijar assim mesmo
Desvairadamente com o corpo tenso
Nesse imenso mundo de amor
Que nem os germes conseguem vê,
Eu quero navegar pela sua pele
Sentindo a espuma borbulhar
Convicto dos movimentos emaranhados
Porque o instinto não se repele,
Eu quero te beijar, assim, sem ar,
Sufocantemente com o aperto eterno,
Voar e rasgar as asas do terno,
Como se o silêncio fosse sempre cantar
Sem rima na via nórdica, eu gente,
Te senti gente, como se fosse inocente
Zé Martins
Escrito por Zé Martins às 07h04
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Palavras
A noite tritura comigo tuas palavras
ouve, atenciosamente, como novas palavras,
suaves exterminadoras da paz cardíaca
nave morfológica mortífera, letal,
a noite replica, na noite, a confusão,
ouve nas palavras videntes tua libertação
expressões verbais liberadas que aliviam
teu pobre, nobre, desloucado poder vil.
os caminhos soltos são livres na noite
e o desespero passa na porta da frente
acelerando insistente ataque cardíaco
a noite ouve palavras decifrarem segredos,
ouve, na brisa fria, ressoar o cântico,
e o descanso encontra o medo
Zé Martins
Escrito por Zé Martins às 06h02
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