Nos braços
Como choro na lama
derramo na cama
pedaços água de mim
não mas o prazer em ebulição
mas! Rio corrente,
fonte renovando vidas
na vertente do ser.
Zé Martins
Guarda roupa
Abrir as portas do
guarda roupa
e nada saiu de dentro
vomitei um ácido azul
não tinha roupa
no guarda roupa
me vestir de nu
que porta!...
era passagem
para um vazio vivo
adormecido no vácuo
Abrir a porta do
e não encontrei
o que esperava
parecia um vento frio
dentro da roupa
rasgando a pele
saindo de uma luz lilás
de sabor acre doce
o guarda roupa
guardava o arco íris
e as cores saiam na noite
como flechas incandescentes
vomitando cores
sem pintar de verde o coração